Sempre considerei "clichê" escrever sobre Amor pela sua utilização excessiva em redes sociais, êxitos literários e até em conversas boémias que acabam por ficar esquecidas na manhã seguinte. Mas no fundo será sempre um tema cru, mágico e envolvente em que cada pessoa possui as suas vivências e filosofias tornando a fusão entre eles intrigante e inconclusivo. Pode-se dizer que é um tema que dá pano pra mangas!
Neste caso, falemos do amor cego. Um amor ilusório fruto de uma idealização do que nos completa como ser. A ideia de que é necessário percorrer o caminho da vida ao lado de alguém, ainda que não seja a pessoa correta.. mas que nos completa, pelo que parece. Perdoem-me os ávidos, mas não existe amor mais ridículo que este.
Sem ser grande entendida no assunto, permitir ter um companheiro para a vida deverá ser sempre com a visão de somar e não de completar. A partir do momento em que consideramos que aquela pessoa está para nos completar como ser, é porque nossa própria auto-estima estará em défice e dificilmente conseguiremos suceder na missão de ser e fazer feliz. Do momento de união em diante, a única fracção existente será a subtracção.
O Amor é um desafio que deverá ser superado dia-a-dia e o primeiro passo advém da capacidade de saber desfrutar da nossa própria companhia.
O Amor é um desafio que deverá ser superado dia-a-dia e o primeiro passo advém da capacidade de saber desfrutar da nossa própria companhia.
"Se eu não gostar de mim, quem gostará?" :)

